MEMORIAL DO CONVENTO
José Saramago
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1. |
O cântaro está à espera da fonte (p.13) |
imagem |
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2. |
E assim fica [D. Maia Ana] enroscada como toupeira (p.15) |
comparação |
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3. |
D. João V conduz D. Maria Ana ao leito, leva-a pela mão como no baile o cavaleiro à dama (p.15) | comparação |
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4. |
O infante D. Francisco, seu cunhado, [da rainha] dança em redor dela, empoleirado em andas, como uma cegonha negra (p.17) |
comparação |
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5. |
Fique D. Maria Ana em paz, adormecida, invisível sob a montanha de penas (pp.17-18) |
hipérbole |
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6. |
Ali ficou o ladrão, como se a mão de Deus o estivesse espalmando contra o chão (p.21) |
comparação |
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7. |
Julgam-no vivo porque não têm notícia de que esteja morto, ou morto porque as não têm de que seja vivo (p.36) |
quiasmo |
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8. |
Tilintavam-lhe os ferros dentro do alforge (p.39) |
onomatopeia |
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9. |
Com os infantes seus manos e suas manas infantas (p.51) |
quiasmo |
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10. |
A procissão é uma serpente enorme que se vai curvando e recurvando (p.52) |
metáfora |
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11. |
Choram os olhos de Blimunda como duas fontes de água (p.55) |
comparação |
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12. |
O homem, bicho da terra, se faz marinheiro por necessidade, por necessidade se fará voador (p.64) |
quiasmo |
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13. |
Uma chave tão recortada como escrita arábica (p.67) |
comparação |
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14. |
Viam-se panos de vela, barrotes, rolos de arame, lamelas de ferro, feixes de vimes (p.67) |
enumeração |
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15. |
Ver o clérigo a correr como lebre (p.85) |
comparação |
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16. |
Faz Baltasar o que pode, mas se lhe chegam mãos e dedos para filar o insecto, faltam-lhe dedos e mão que lhe segurem os pesados, espessos cabelos de Blimunda (p.91) |
quiasmo |
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17. |
Tanto está sofrendo quem goza como gozando quem sofre (p.92) |
quiasmo |
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18. |
Sem avareza de ouro (p.99) |
lítotes |
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19. |
Alguns [pombos] (…) quando se afastam por cima dos telhados, são como pássaros de ouro (p.102) |
comparação |
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20. |
Pois se não é ter sido, ter sido não é será (p.104) |
quiasmo |
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21. |
O mar está longe e parece perto, brilha é uma espada caída do sol (p.110) |
metáfora |
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22. |
Mafra, em baixo, é escura como um poço (p.111) |
comparação |
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23. |
Pedra ainda espantada da luz do dia (p.111) |
animismo |
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24. |
Pelas infantas cunhadas, pelos cunhados infantes (p.113) |
quiasmo |
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25. |
Se não fosse o macho da dianteira tão incontinente de ventos (p.119) |
eufemismo |
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26. |
Esta dor que Marta Maria sente, tenacíssima dor que lhe trespassa o ventre como as espadas trespassam o coração da Mãe de Deus (p.129) |
comparação |
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27. |
Se é no ventre que se geram as crianças, aí é o forno da vida (p.129) |
metáfora |
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28. |
El-rei, derramando muito devotas lágrimas (p.135) |
hipálage |
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29. |
Ora a cruz, ora o patriarca, ora el-rei, ora os frades, ora os cónegos (p.137) |
anáfora |
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30. |
Ninguém dará satisfação dos dinheiros gastos, nem facturas, nem recibos, nem melodias de irritação (p.138) |
anáfora |
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31. |
Os homens são anjos nascidos sem asas (p.139) |
metáfora |
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32. |
Quanto ali se mostrava [a máquina] poderia servir para mil diferentes coisas (p.143) |
hipérbole |
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33. |
Melhor é que o faças tu [o fole], nem que tenhas de teimar cem vezes (p.144) |
hipérbole |
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34. |
Duas mil vontades que tiverem querido soltar-se por as não merecerem as almas, ou os corpos as não merecerem (p.145) |
quiasmo |
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35. |
Dai a César o que é de Deus, a Deus o que é de César (p.151) |
quiasmo |
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36. |
Pataca a mim, a ti pataca (p.158) |
quiasmo |
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37. |
Corriam-lhe as mãos sobre o teclado como uma barca florida na corrente (p.163) |
comparação |
| 38. | As pessoas que encontravam no caminho eram arcas fechadas, cofres aferrolhados (p.188) |
metáfora |
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39. |
Por isso é que Lisboa parecia tão quieta, apesar dos pregões da rua, das zaragatas de vizinhas, dos diferentes toques dos sinos, das orações gritadas dos nichos (p.188) |
anáfora |
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40. |
O sol que parece uma custódia de ouro (p.197) |
comparação |
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41. |
As povoações como estrelas derramadas no chão (p.200) |
comparação |
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42. |
Gemem desencontradas as cordas [do cravo] (p.200) |
animismo |
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43. |
O côncavo meu no teu convexo, no meu convexo o teu côncavo (p.203) |
quiasmo |
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44. |
O sol está pousado no horizonte do mar, como uma laranja na palma da mão (p. 204) |
Comparação |
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45. |
[O sol] é um disco metálico retirado da forja para arrefecer (p.204) |
metáfora |
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46. |
Os três nautas aéreos (…) tombam como uma ave ferida de morte (p. 204) |
comparação |
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47. |
Se ontem não nos encontraram, encontram-nos amanhã (p.206) |
quiasmo |
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48. |
Triste morte [Padre Bartolomeu], foi um abalo muito grande, como um terramoto profundo lhe tivesse rachado os alicerces, deixando embora, à superfície, as paredes aprumadas (p.235) |
imagem |
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49. |
A água é o espelho que passa e está parado, e nós que estamos parados é que vamos passando (p.236) |
quiasmo |
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50. |
Dentro das tabernas, e casas de acomodação, ouve-se um mermúrio contínuo, como o do mar ao longe (p.240) |
comparação |
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51. |
Um grito que começa arrastado e depois acaba secamente como um tiro de pólvora (p.250) |
comparação |
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52. |
Visto de largo, o carro é um bicho de carapaça, um cágado atarracado (p.251) |
metáfora |
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53. |
Todos têm uma parte de ciência e outra de mando, o mando por causa da ciência, a ciência por causa do mando (p.252) |
quiasmo |
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54. |
Centenas de homens como formigas (p.255) |
comparação |
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55. |
Tantas horas de esforço para tão pouco andar, tanto suor, tanto medo (p.256) |
anáfora |
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56. |
Aquele monstro de pedra a resvalar quando devia estar parado, imóvel quando deveria mexer-se (p.256) |
antítese |
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57. |
Amanhã não pode ser pior, e no entanto não sabiam que ia ser pior mil vezes (p.258) |
hipérbole |
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58. |
A terra parecia uma braseira (p.258) |
comparação |
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59. |
O sol parecia uma espora cravada nas costas (p.258) |
comparação |
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60. |
Calabres esticados e tensos como fios de lâminas (p.260) |
comparação |
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61. |
Taratatá-ta, sopra a corneta (p.263) |
onomatopeia |
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62. |
Não se encontra diferença alguma entre Bartolomeu e o mundo, entre o mundo e Blimunda (p.274) |
quiasmo |
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63. |
A obra é longa, a vida é curta (p.282) |
antítese |
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64. |
Parecia agora o fim do mundo a atroação tremebunda dos mil tiros que se davam entre o nascer do sol e a noitinha (p.288) |
hipérbole |
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65. |
Ó glória de mandar, ó vã cobiça, ó rei infame, ó pátria sem justiça (p.295) |
apóstrofe |
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66. |
A interminável chuva que caiu dia e noite, noite e dia (p.309) |
quiasmo |
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67. |
As solas dos pés, tão castigadas, tão sangrentas, tão doloridas e sujas (p.327) |
anáfora |
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68. |
Ainda ontem era flor do bairro, hoje nem bairro nem flor (p.328) |
quiasmo |
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69. |
As solas dos pés tornou-se espessa, fendida como cortiça (p.358) |
comparação |
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70. |
Entre os mil cheiros fétidos da cidade (p.359) |
hipérbole |
A Soma dos Dias
Comentários
Boa noite Teresa Marques!
Gostei do quadro sobre os Recursos Estilísticos porque ajudou me em muitas coisas do meu trabalho de investigação sobre a Literatura.Mas fiquei um pouco em dúvidas quanto a Hipérbole, agradecia mais um esclarecimento especial seu.
Olá, boa noite!
Estou no 12º ano e tenho de fazer um trabalho para Portugues com meia dúzia de perguntas sobre o cap. 24, uma delas é: “evidenciar alguns recursos estilísticos presentes no capítulo” e este quadro ajuda-me imenso só que uma vez que as paginas variam de livro para livro, o meu nao corresponde as paginas acima citadas por si ficando sem saber quais sao os recursos estilisticos do cap. 24, se me podesse ajudar, agradecia.
Cumprimentos.