- Paralelismo

PARALELISMO

OS LUSÍADAS / MENSAGEM

OS LUSÍADAS

MENSAGEM

  • Concepção mística e missionária / missionante da história portuguesa.
  • A preocupação arquitectónica: ambas obedecem a um plano cuidadosamente elaborado.
  • O reverso da vitória são as lágrimas: a épica integra a história trágico-marítima (o caminho do heroísmo é o caminho do sofrimento (Quem quer passar além do Bojador / Tem de passar além da dor.)
  • Compostos no início da dissolução do Império.
  • Publicada na fase terminal da dissolução do Império. (01.12.1934)
  • Descrição geográfica de Portugal  com alguma objectividade (cume da cabeça da Europa)
  • Caracterização mítica de Portugal como rosto feminino da Europa personificada, de olhos gregos, fitando o Ocidente com o seu olhar esfíngico e fatal.
  • Uma epopeia clássica em dez cantos, com vários planos narrativos (viagem, deuses, História de Portugal e considerações pessoais) e discursos retrospectivos e proféticos)
  • Quarenta e quatro poemas breves, distribuídos por três partes (“Brasão”. “Mar Português” e “Encoberto”) que, por sua vez, ainda se subdividem.
  • Carácter predominantemente narrativo e muito menos abstractizante.
  • Arquitectura emblemática, simbólica, ocultista  –> carácter menos narrativo e mais interpretativo, mais cerebral.
  • Adamastor: as lágrimas e as mortes, o sofrimento e audácia que as navegações exigiram; aparece a Vasco da Gama, comove-se, é frágil, desaparece.
  • O Mostrengo: os medos e osterrores vencidos pela ousadia; aparece a um marinheiro do tempo de D. João II, é mais ameaçador e agressivo.
  • Expansão terrena: a guerra contra os Infieis.
  • Atitude contemplativa e expectante dos heróis: buscam o indefinido, o além, a distância, uma Índia que não há.
  • O real, o histórico, o factual objectivável (os acontecimentos, os lugares).
  • A essência de Portugal e a necessidade de cumprir uma missão.
  • Os deuses olímpicos regem os acidentes e as peripécias do real quotidiano.
  • Os deuses são superados pelo Destino, que é força abstracta, inexorável.
  • Heróis com as limitações próprias da condição humana, mesmo se ajudados nos seus sonhos pela intervenção divina cristã ou pelas posições dos deuses no Olimpo.
  • Heróis mitificados que encarnam valores simbólicos, assumem proporções gigantescas (Nuno álvares Pereira, Infante D. Henrique, D. Sebastião)
  • Narrativa comentada da história de Portugal.
  • Uma metafísica do ser português.
  • Heróis e mitos que narram as grandezas passadas.
  • Heróis e mitos que exaltam as façanhas do passado em função de um deseperado apelo para grandezas futuras.
  • Narração de factos heróicos em confronto com émulos da Antiguidade.
  • Pulsões do inconsciente colectivo e predestinação histórica.
  • Apontam para o passado (o Portugal-que-foi), o Império do Mundo
  • Aponta para o futuro, que é promessa, expectativa messiânica, visionação, espírito da História a cumprir-se (o Portugal-a-haver), o Quinto Império do Espírito.

Comentários

  • Carolina Carrilho  Em Abril 21, 2010 às 2:14 pm

    Olá,
    Sou aluna do 12º ano e estou a estudar neste momento a comparação dos Lusiadas/ Mensagem. Estive a analisar alguns textos comparativos das duas obras, no entanto tenho algumas dúviidas relativamente à compração e análise dos textos “velho do restelo” (lusiadas) e o “mar Portugues” (mensagem)
    Acha que me poderá ajudar?

    Obrigado

    C. Carrilho

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